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A questão não é a falta de identidade. Claro que não. Ora! O tanto de crise de identidade que o século passado já viveu e nós, meros humanos vindouros do fim do século XX, continuamos com isso? Nossa originalidade está em falta no estoque metafísico da inteligência humana. Não. Também quase não entendi o que acabei de escrever. Mas entendi. Então me faça esse favor e também tente entender. O que acontece é que você é OBRIGADO a forjar uma identidade sua. Sou fã de The Beatles, ou Coldplay, ou The Who, ou Black Label Society, ou Lady GaGa, ou Adele. Leio J.K Rolling ou a Meyer lá. Nossa, isso cansa. E como cansa! É como se fossemos forçados a sermos singulares. Mas cuidado! Ser singular já é tão comum… E mais: querem que sejamos “cultos”. Que possamos absorver cada gota de inteligência de cada gênio cinematográfico, como Almodóvar, ou de cada gênio filosófico, como Aristóteles, ou de cada gênio sociólogo, como Durkheim, ou de cada gênio literário, como Shakespeare, ou de cada gênio musical, como Jobim. Opa opa opa! Será que tenho opção? Não? Então garçom, por favor, dê-me uma biografia da Elis Regina com uma pitada de Águas de Março e pra acompanhar a sociedade de acordo com Webber. Mas atenção: não defendo a sustentação do senso comum. Acho, aliás, que não defendo nada. Só estou cansado dessa palhaçada de precisar ser singular quando, na verdade, ninguém é.
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